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sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Tragédia de Mariana se repete em proporções maiores em Brumadinho

Dia 25/01 foi o dia em que um novo desastre por conta de uma barragem de mineradora sendo rompida para lançar lama para todos os cantos e passar por cima de qualquer um que estivesse no caminho. Não, não é a história da barragem de Mariana de 3 anos atrás que deixou 19 mortos e que está sendo recontada. Essa é, infelizmente, uma nova história.
A história que parece idêntica é da Barragem da Vale do Rio Doce na cidade de Brumadinho (também em Minas Gerais) e é o novo "desastre ambiental" do Brasil que PODERIA ter sido impedido. Na verdade isso não pode ser chamado de desastre ambiental, o que ocorreu tanto em Mariana como em Brumadinho, é um CRIME AMBIENTAL!
Segundo uma publicação do jornal O Globo, ativistas já alertavam que a barragem não era segura desde 2011. De acordo com a ativista Maíra do Nascimento, do Movimento pelas Águas de Casa Branca, os moradores do redor lutavam para que não fosse permitido a amplicação dos complexos de barragens, mas mesmo assim a Secretaria do Meio Ambiente e Desenvolvimento "Sustentável" de Minas autorizou acréscimos em 11 de dezembro de 2018.
Mas, apesar de todos os relatos, a Vale garantiu que as barragens eram seguras e estáveis, como diz a representante da ONG Movimento pelas Serras e Águas de Minas:
— Somos a única ONG que participa da Câmara. Embora tenhamos alertado para a necessidade de estudos mais aprofundados sobre a condição do complexo Feijão-Jangada, a Vale sempre apresentou documentos no qual informava que a estabilidade da barragem estava garantida. - Maria Tereza Viana Corujo, O Globo.
Além disso, de acordo com ela, aconteceram retrocessos na legislação ambiental, mudando classificações de risco das barragens. Mas ainda, em 2017, um relatório da ANA (Agência Nacional de Águas) constatou um "baixo risco de acidentes, mas alto potencial de de danos".

As informações obtidas por meio da mídia em contato com o Corpo de Bombeiros é que há cerca de 200 pessoas ainda desaparecidos, outros 100 foram resgatados com vida. Dizem também sobre o refeitório para trabalhadores da própria mineradora, que tinha capacidade para 200/300 pessoas, foi totalmente coberto pela lama além de uma pousada que está sendo citada, e duas locomotivas da própria Vale que talvez tenham vítimas. Não existem meios para fazer resgates em terra, apenas pelo ar. A Vale do Rio Doce até agora não liberou uma lista de nomes dos trabalhadores que estariam na empresa, mas o corpo de bombeiros têm uma informação de que haviam 30 trabalhadores que estavam no restaurante e conseguiram correr e fugir desse desastre, mas não se sabe ao certo quantas pessoas estariam trabalhando. Infelizmente, foram confirmados 7 óbitos por parte dos bombeiros, mas a prefeitura cita 50 mortes com base em dados da Defesa Civil. Além disso não temos ideia de quantos animais foram mortos nessa enxurrada de lama, imagens até de uma vaca coberta de lama foi mostrada pelo helicóptero da Rede Record. De qualquer forma, não há exatidão de nada ainda.

O Greenpeace já se pronunciou em suas redes sociais dizendo que enviarão equipes para ajudar nos resgates.

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