Por que ser um ativista?, por Brunna Sachs

14:00


Vale mesmo a pena ser ativista?
Pelo 🌎,🌳,🐮,🌈,✊🏿, etc…

Por ter sido sempre a pessoa “diferente” no meu círculo de amizades e família, sempre sofri com algum tipo de discriminação. Sempre expus meus pensamentos e falava sobre aquilo que acredito com muita paixão na esperança que mais pessoas pudessem me entender ou até se juntar à mim. 

Normalmente as respostas eram com risos, cochichos, desprezo e claro, exclusão. Muitos me falavam pra não me chatear pois “prego que se destaca, leva martelada” e hoje consigo entender bem isso. A disputa nas redes sociais de quem é o mais “famoso”, mais influente, mais “valioso”, fez com que pessoas fingissem ser quem não são para virarem a próxima “celebridade” do momento, ganharem mimos e aparecer. Pessoas começaram a abraçar causas que não são delas, vestir camisas que nunca usariam, falar sobre assuntos da boca pra fora, apenas por fama. 

E onde fica o ativismo nisso? 

De acordo com a dicionário, a definição de ativista é: 

substantivo masculino e feminino 
“Pessoa que trabalha de modo ativo, eficiente, na prática por uma causa, falando especialmente de um interesse coletivo: os ativistas do meio ambiente garantem sua preservação.” 
“Quem atua e trabalha por uma ideologia política ou social; militante.” 

adjetivo 
“Que se pode referir ao ativismo ou à pessoa partidária do ativismo; que exerce a militância por uma causa, partido político etc.” 

Etimologia (origem da palavra ativista). 
"A palavra ativismo deriva da junção do substantivo ativo, do latim activus ,a ,um, "que age" + ista." 

Os verdadeiros ativistas que lutam, doam seu tempo e coração às causas que realmente acreditam, aqueles que o ativismo já faz parte de seu dia a dia, são anulados e às vezes até substituídos por estes que apenas dizem ser. Qualquer que seja a causa, ela nunca poderá ser defendida por aqueles que não vivem e sentem aquilo no coração. A energia e o amor dedicado de um ativista é o que dá alma às causas. 

Pessoas querem ser ouvidas, querem ser incluídas, querem defender suas paixões e ser respeitadas por isso. Não temos que pensar igual e nem mudar nossos valores porque alguém diz que deveríamos, mas devemos aceitar que nem todos somos iguais, agimos iguais ou reagimos iguais a certas coisas ou situações. 

Eu pretendo continuar a fazer o que faço pelos animais e pelo planeta, por que meu coração me guia nesta direção e não pelos 15 minutos de fama. Posso me decepcionar muito às vezes, mas minha vontade de mudar o mundo me faz seguir em frente. Não faço pelos que os outros possam ou não achar, mas por aquilo que acredito e por mim! Enquanto os animais e o planeta precisarem da minha voz, eu estarei falando por eles. 

Beijossss verdes💚

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Essa postagem foi produzida pela colunista do projeto "Escreva no Verdeante", Brunna Sachs:

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