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quarta-feira, 19 de junho de 2019

Agrotóxicos, gasto de água e o que a agronomia brasileira faz realmente

A liberação de agrotóxicos de maneira tão rápida nesse ano de 2019 no Brasil têm chamado a atenção de todo o mundo. Até 22 de maio de 2019, 197 agrotóxicos ganharam seus registros e estão agora liberados para o uso.
Esse aumento na liberação de agrotóxicos vem aumentando desde 2016 com o governo Temer, sendo o pico de autorizações em 2018 com 450 novos regristros.
Fonte: Brasil de Fato

Muitos produtos que estão sendo liberados aqui (ou que já foram) são proibidos na Europa e por esse motivo nós vemos o boicote feito pela rede de supermercados da Suécia aos produtos brasileiros no dia 05 de Junho de 2019.
De acordo com o CEO da rede Paradiset: Não podemos continuar a oferecer alimentos do Brasil de consciência limpa, desde que a quantidade e o ritmo da liberação de agrotóxicos estejam aumentando tão fortemente no país. Por isso, decidimos que eles devem ser retirados imediatamente de nossas prateleiras para, como sempre, oferecer os alimentos mais sustentáveis e limpos da Suécia ”
A Paradiset é a maior rede de produtos orgânicos da Escandinávia e ao saber do recorde de liberação de agrotóxicos nesses dois primeiros meses do governo Bolsonaro, decidiram fazer uma "greve" para demonstrar seu descontentamento com o caminho que a agricultura brasileira está tomando. O que estão fazendo certo. Apesar de sabermos o quanto a agricultura é importante para o país, é importante que mudemos muito como a fazemos para podermos mantê-la como importante para o país, não apenas na economia mas na cultura e ambiente.

Em entrevista ao programa Roda Viva da Tv Cultura a ministra Tereza Cristina afirmou que existe um mito sobre como as pessoas enxergam os agrotóxicos e que causa um pânico geral por desinformação que é real, mas que não vemos nada sendo feito para ser mudada a visão que as pessoas têm sobre o uso de agrotóxicos na agricultura brasileira.
Mas a ministra também disse que esses produtos já são utilizados e que não há como proibir, considerando então que é melhor liberá-los para informar mais aos agricultores de como deve ser seu uso por meio das bulas, na verdade seria melhor a fiscalização do que a liberação, certo?
Disse também que as novas moléculas formadas para novos agrotóxicos podem ser melhores do que antigas e por isso é importante o registro. Acredito que não tenha considerado que não são necessárias moléculas químicas novas para isso já que possuímos tantas pesquisas de produtos biodefensivos, com inimigos naturais (insetos, fungos, bactérias e etc. que atacam pragas das lavouras com especificidade) que não agridem o meio. Mas de acordo com a ministra, "isso vem muito lento" e "a pesquisa precisa levar esses produtos", como se já não o fizessem e como se o corte de verbas para bolsas pesquisa não fosse influenciar tais coisas. Pelo que nos mostra, o governo brasileiro não entendeu o caminho que deve ser seguido quanto à agricultura mundial.

Por estudar agronomia, hoje eu vejo realmente o quanto falta informação para o consumidor sobre como fazemos a produção de alimentos. Então é comum ouvirmos por aí que o agronegócio gasta toda a água do mundo ou que a "resina" sobre a maçã é agrotóxico aplicado que consumiremos. São realmente equívocos que faltam explicações da própria agronomia.
Grande parte da água gasta para a irrigação volta para o meio ambiente. Ela se mantém no ciclo hidrológico voltando ao solo, ar por transpiração da planta e aos lençóis freáticos, além de novas tecnologias como filtros em aspersores e gotejadores procuram permitir o uso de água mais salina para que ocorra menos gasto da água (doce) disponível.
E a "cera" que encontramos na maçã ao raspar sua casca que é dito como agrotóxico, na verdade é resina de carnaúba, natural, que tem por finalidade não deixar com que a fruta resseque e dar brilho e por ser natural não faz mal algum à saúde.

Ninguém diz também o quanto, nas faculdades de agronomia nos dias atuais, engenheiros agrônomos estudam sobre cultivo consciente e sustentável. Em todas as matérias das faculdades agrícolas somos guiados para o uso consciente do que temos. Mas reafirmo, nos dias atuais. Professores jovens, que não se formaram à muito, nos dizem constantemente que até pouco tempo atrás não possuíam matérias ou tinham seus olhos voltados para a importância da preservação como temos nos dias de hoje. Portanto, creio eu que a ministra da agricultura, em seu tempo de faculdade, não teve tanto estímulo e informação sobre como é importante respeitar o ambiente para que ele lhe devolva por cordialidade o que é merecido.
É realmente compreensível que as pessoas pensem tão mal sobre a agricultura brasileira, já que o que é passado à elas não é algo bom. 
Mas temos muitos exemplos espalhados pelo país que nos mostram o quanto muitas pessoas se esforçam para fazer direito. A Fazenda da TOCA é um grande exemplo de produção extritamente orgânica, localizada em Itirapina com 2300 hectares e que além de seus produtos, oferece visitas e cursos sobre como ser sustentável fazendo agricultura.
São exemplos assim que devemos seguir e que vem crescendo no Brasil, apesar de ainda sermos muito "conservadores" nos costumes dos agricultores e pouco conservadores com o solo e com a natureza que nos é dada.

quarta-feira, 1 de maio de 2019

Ministério do Meio Ambiente vs. mapas das áreas de conservação


No site do Ministério do Meio Ambiente havia um instrumento chamado "Áreas e Ações prioritárias" que mostrava mapas das áreas de conservação do país, indicando locais com ecossistema em extinção ou com espécies endêmicas, como a Mata Atlântica.
Amazônia era um dos biomas brasileiros representado nos mapas de áreas prioritárias — Foto: Divulgação
Mas, se você tentou clicar nesse link para acessá-lo e não conseguiu, calma que não é a sua internet que está ruim, esses mapas foram totalmente retirados da página do Ministério no dia 26 de Abril, com a justificativa de que precisam de novos ajustes pois haviam "sombreamento entre biomas" e portanto retiraram do ar para "evitar a disseminação de informação equivocada". Além disso, foi verificado que postagens a respeito dessas áreas também foram excluídas. Mas, de acordo com nota, após a correção dos mapas eles serão republicados. Só que essa sobreposição de biomas já era conhecida existindo até um mapa que demonstra propriamente as áreas sombreadas.´

Esse projeto dos mapas são um instrumento público criado em 2004 que envolve unidades de conservação, fiscalização e regularização ambiental, e atividades potencialmente poluidoras. O ICMbio e o Ibama usam o programa para suas fiscalizações, já que são uma importante ferramenta para orientar a tomada de decisões em ações de proteção, conservação e restauração.

No entanto, o deputado Rodrigo Agostinho do PSB de São Paulo nos fez lembrar que essa ação tomada pelo ministério foi algo muito parecido com o que levou a Ricardo Salles sofrer o processo quando era secretário do Meio Ambiente de São Paulo por irregularidades na elaboração de planos de manejo para a área de proteção ambiental várzea do Tietê.
Para Alexandre Bahia Gontijo é importante que sejam comparados mapas anteriores com os que serão novamente postados e acrescentou: “O cuidado com essas regiões é importante e caro até para organismos internacionais, como a Organização das Nações Unidas. Eu não sei o que o ministro quer ao retirar essas informações da rede. Mas, se as informações não são mais públicas, isso é um problema”.
Mas, para um ministro do Meio Ambiente que diz publicamente que Chico Mendes - o maior ambientalista do Brasil - é irrelevante para nosso país, acredito que não podemos criar muitas expectativas, certo?


Fonte: Correio Braziliense e G1

terça-feira, 30 de abril de 2019

Bióloga brasileira, Fernanda Abra, ganha prêmio internacional


O Future For Nature 2019 entregará dia 3 de Maio no Royal Burgers 'Zoo, na Holanda, um prêmio em dinheiro para 3 projetos de consevação de fauna e flora.
Dentre esses premiados temos Fernanda Abra de 32 anos, aluna de doutorado da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz", ESALQ/USP, que foi a responsável por realizar o projeto de Ecologia de Estradas.
Fernanda é cofundadora da empresa ViaFAUNA que presta consultoria ambiental no manejo de fauna silvestre em ferrovias, rodovias e aeroportos. Em seu trabalho de doutorado, ela avalia colisões de animais em rodovias no estado de São Paulo e suas diversas implicações, no âmbito de segurança humana, economia e consevação biológica. 
A ViaFAUNA foi criada em 2014 por Fernanda e Paula Prist, e a equipe é formada majoritariamente por mestres e doutores, e entre serviços prestados em rodovias estão: 
  • Recomendação de medidas mitigadoras para o atropelamento de fauna
  • Avaliação e Monitoramento de Passagens de Fauna e outras medidas de mitigação (PIF)
  • Elaboração de Plano de Gerenciamento do Risco da Fauna
  • Estudos da paisagem
  • Mapeamento de risco de fauna e análise preditiva
  • Consultoria sobre parcerias com órgãos de pesquisa, órgãos públicos, clínicas veterinárias etc.
  • Treinamentos e palestras
E assim como na Austrália, cenas como essas abaixo já estão sendo realidade no Brasil graças ao trabalho da Fernanda juntamente com toda a equipe da ViaFAUNA  em parceria com concessionárias das rodovias que estão dispostas a mudar e ajudar tanto os animais quanto prezar pela segurança do homem.
Animais na pista (Foto: Divulgação )
BRISBANE, NA AUSTRÁLIA, CONTA COM UMA PISTA PARA TRAVESSIA DE MAMÍFEROS (FOTO: AUTOESPORTE)

Fonte: CFBio e Gazeta do Povo

domingo, 6 de janeiro de 2019

Dicas para salvar o planeta em 2019: Reduzir o consumo de carne + utilizar mais o transporte coletivo

Como havia prometido, falarei sobre duas das dicas para salvar o planeta diretamente sua casa em 2019, sem fazer muito esforço. Sem precisar se alistar para o greenpeace ou as forças armadas, simplesmente agir com consciência e empatia por todo o ambiente.

1- Reduzir o consumo de carne
A ONG World Resources Institute (Instituto de Recursos Mundiais) desenvolveu uma séries de orientações para que seja possível uma produção alimentícia futura que não destrua o planeta. Com isso foi apresentado um estudo que demonstrou que o Brasil foi o país que mais consumiu carne nos últimos anos, uma média de 140 calorias diárias por pessoa. E a sugestão do estudo para que consigamos alimentar as 10 bilhões de pessoas que teremos em 2050, é que esse consumo seja reduzido para 52 calorias diárias por pessoa nos próximos anos. Assim seria reduzido o impacto do agronegócio no meio ambiente, menos consumo de água (1 kg de carne consome 100 mil litros de água), menor produção de grãos como a soja, menor emissão de gases do efeito estufa, entre outros fatores. Custa nada fazer esse esforço e colocar mais salada no seu prato, né não?

2- Utilizar mais o transporte coletivo
 Eu sei, parece difícil agora que nosso novo governador aumentou ainda mais o preço da passagem, mas... Estudos feitos pelo Dr. Carlos Dora, especialista em qualidade de vida nas cidades, com a OMS (Organização Mundial de Saúde), revelaram que uma rede de transportes públicos e de ciclovias eficientes cooperam tanto com o ambiente quanto com a saúde da população local. O doutor usou cerca de 300 estudos sobre diversos temas, como mobilidade urbana, saúde, arquitetura e urbanismo, para estabelecer relações entre a necessidade de um bom transporte coletivo tanto para o mundo como para nós, meros humanos. Aqui vão alguns problemas que seriam reduzidos pela implantação de bons transportes públicos.:
  • Acidentes: a construção de corredores de ônibus reduziria o número de acidentes de trânsito, calculados pela OMS: cerca de 1,2 milhão de mortes por ano. Mais ônibus = menos carros = menos acidentes, como proposto pela Organização.
  • Inatividade física e e obesidade: a OMS aponta que cerca de 19 milhões de pessoas morram, por ano, por conta doenças agravadas por inatividade física, como hipertensão e diabetes; sendo cerca de 3,2 milhões pessoas aparentemente saudáveis, mas que não caminhavam, pedalavam e apenas faziam atividades físicas esporadicamente (ou nem isso). E quem anda de transporte público gasta cerca de 350 calorias a mais do que quem faz o mesmo percurso de carro. 350 calorias fazem muita diferença por ano.
  • Poluição do ar: 2 milhões de pessoas morrem por ano por conta da poluição do ar, como apontado pela OMS. 68% dessa poluição vem dos automóveis e em áreas urbanas esse valor é elevado para 90%. E um ônibus com sua capacidade média pode substituir mais de 50 carros. Não é necessário mais explicações, certo?

Acredito que as primeiras duas dicas de como ser uma pessoa melhor para o planeta, tenhaM sido bem sucintamente explicadas. Espero que possa/consiga seguir ao menos uma delas. Logo voltarei com a explicação das próximas!

Fonte: Hypeness e The City Fix Brasil

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Dicas para salvar o planeta (e o Brasil) em 2019

Posso declarar que não sou muito fã de Natal e toda a corrida desesperada pela compra de presentes no final do ano, e também detesto os fogos de artifício que fazem parte dessa época por vários motivos, incluindo o estresse que esses rojões podem causar para animais e crianças especiais. Mas como sempre, o final do ano vem com uma esperança para a população, de começar algo novo, um ano inteiro para novas oportunidades. Ainda mais um ano com uma nova pessoa a frente do país. 
Depois de um ano de eleições complexas (e estranhas), um homem que é detestado por grande parte e amado por outro lado, assume o poder já tomando decisões que talvez não sejam nada favoráveis para o meio ambiente, como a passagem do Serviço Florestal e a demarcação de terras indígenas para o ministério da agricultura (prender as galinhas com a raposa, que talvez não esteja faminta e então se controle para não matar as galinhas). Não sou uma pessoa contra a agricultura (faço agronomia e nem sequer poderia ser assim já que escolhi por esse caminho), mas sou contra muitas práticas antigas da agricultura. Mas ela está avançando e a preocupação com uma produção sustentável vem aumentando a cada ano, só espero que as pessoas que estejam a frente de tudo isso, sejam as avançadas, evoluídas, preocupadas com o bem estar de gerações à frente, e não egoístas que buscam aumentar suas próprias posses. 

Então por essas e outras, para seu 2019, trarei algumas dicas do que pode ser feito por você direto de seu dia a dia, para que salvemos o planeta e o Brasil:

  1. Reduza seu consumo de carne
  2. Utilize mais o transporte coletivo
  3. Faça a feira em hortas urbanas
  4. Seja voluntário em uma horta urbana ou crie uma mini-horta você mesmo 
  5. Tenha um apiário 
  6. Desligue os eletrodomésticos da tomada 
  7. + as "receitas de bolo" que todos nós sabemos e já deveriamos seguir mas talvez não fazemos por preguiça (falarei de algumas)
  8. Plante uma árvore para cada decepção que tiver

New Year 2019 3d Gold Wallpaper BackgroundAos poucos postarei explicando rapidamente sobre cada um desses ítens que te tornarão um herói sem nem precisar abandonar sua série na Netflix pela metade. Não é difícil ser melhor para o mundo, prezar pela vida de seus filhos, netos, e até mesmo a sua própria. Não mate os insetos que entrarem na sua casa, só os jogue pra fora e continue a vida. 2019 tá aí, com 365 (363 pelo dia da postagem) novas chances para ser melhor com os outros e com o mundo.