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domingo, 3 de novembro de 2019

"O amigo do rei" em 4 anos de Mariana

Hoje completam 4 anos o rompimento da barragem da Samarco em Mariana e eu me sinto tão triste em ver tudo isso sem poder fazer nada e sabendo que quem pode fazer simplesmente não faz. Foram proibidas as construções de barragens em Minas Gerais, mas isso não impede que outras já existentes e muitas vezes irregulares, explodam em um mar de lama como corre o risco para cidade de Congonhas. Animais, pessoas e plantas morreram. Um rio foi morto por uma incapacidade humana de fazer seu trabalho da forma correta visando o bem estar do meio que deveria ser mais importante do que seu próprio egoísmo e ganância. E esse ano aconteceu tudo de novo com Brumadinho.
E é sobre isso que o documentário extraordinário e corajoso de André D'Elia fala. Em uma mistura de documentário de ficção, "O amigo do Rei" exemplifica como a mineração e a política se relacionam por meio do personagem Rey Naldo, um deputado federal bem parecido com muitos que conhecemos. Além disso o maior crime da história é retratado por depoimentos de pessoas afetadas e pela própria natureza reclamando seus direitos.

Enquanto isso, a Fundação Renova (formada por mineradoras que se uniram pra tentar reparar seus próprios erros, Vale, BHP e Samarco) parece não funcionar. Como funcionar se os próprios agressores do meio estão tomando as decisões que deveriam puní-los? Não vemos notícias de que há algo sendo feito e a história parece ter sido enterrada logo após a lama que enterrou cidades. Normalmente, uma pessoa que comete um crime e mata alguém deveria ser levado para a cadeia durante algum tempo de pena, mas quando o criminoso é uma grande empresa a lei não parece ser a mesma. Mataram muitas vidas pra não serem considerados homicidas.