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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

São Paulo, metrópole fluvial.


Assim como Copenhague ou Amsterdã, São Paulo é uma cidade construída em cima de mais de 300 rios e riachos que estão canalizados abaixo de nossos pés, com isso temos então os grandes problemas de inundações e até mesmo crise hídrica, ao mesmo tempo em que temos tanta água poluída. 
Assim como São Paulo, a capital da Dinamarca, Copenhague, passava por terríveis inundações, já que o sistema de esgoto de toda cidade corria junto com as águas pluviais, transbordavam em momentos de muita chuva e o esgoto desembocava diretamente no canal principal de Copenhague, sem contar as fábricas no entorno. Mas então começou o investimento em 1991 para melhorar a cidade e transformá-la em uma cidade para cidadãos. Demorou 15 anos, muito investimento, grandes projetos e muita seriedade sobre tal compromisso. Mas o resultado foi melhor impossível: lazer (pois as pessoas agora nadam no "antigo rio tietê de Copenhague"), transporte hidroviário e muitos outros benefícios.
Outro rio que cruzava uma cidade inteira e era totalmente podre, foi totalmente despoluído em menos de 50 anos, o rio Tâmisa. Eu até mesma já li um livro sobre piratas da época de 1700, onde tudo o que não era mais útil para as pessoas, eram jogados sem dó e nem piedade no rio. No século XIX o rio Tâmisa era conhecido como "O Grande Mau Cheiro" e o grande transmissor de cólera entre outras doenças. Em menos de 50 anos o rio Tâmisa reviveu e hoje tem 125 espécies de peixes e mais de 400 espécies de invertebrados. Tudo bem, não é possível nadarmos nele como no canal de Copenhague, pois de segunda a sexta dois barcos percorrem todo o Tâmisa e retiram de lá 30 toneladas de lixo por dia, sem contar a ampliação e investimento nos sistemas de esgoto conforme cresce a população. Nos barcos de limpeza também foram instalados radares, câmeras e sonares que informam a localização dos lixos. Mesmo com todas essas melhoras e revitalização em pouco tempo a guerra contra a poluição é constante e a empresa de saneamento londrino ainda faz altos investimentos no tratamento de água e esgoto.
Amsterdã é também uma cidade que poderia ser como São Paulo e ter seus rios canalizados e poluídos, mas os canais dessa cidade foram vistos como acrescento á sua arquitetura e não obstáculos. A mesma ideia de Amsterdã percorre por um grupo da faculdade de arquitetura e urbanismo da cidade de São Paulo (FAU-USP). Esse grupo de nome "Metrópole Fluvial" têm como ideia principal um projeto de Hidroanel Metropolitano, que seria uma rede composta pelos rios Tietê e Pinheiros, represa Billings e Taiaçupeba e um canal artificial. Para isso é necessário que os rios urbanos reestabeleçam-se como principais eixos estruturadores das cidades, dando para os rios função de transporte e para suas margens lazer.
Todos esses exemplos mostram que a cidade de São Paulo pode recuperar seus rios, só é necessário força de vontade e investimento tanto do governo quanto da população que precisa perceber que o rio é fundamental para a vida na cidade.

Todas essas informações foram tiradas do programa Repórter Eco da Tv Cultura (#tvculturasoufã), do site Cidades Sustentáveis, site Fórum do Ar, site do Grupo Metrópole Fluvial - FAU/USP e pelo projeto maravilhoso da jornalista Natália Garcia - Cidades para Pessoas.

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