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sábado, 4 de novembro de 2017

"Terraform" - Famílias, Ijen e Enxofre

Faz cerca de 1 mês quando os músicos Ali John Meredith-Lacey, conhecido por Novo Amor, e Ed Tullett, lançaram em parceria uma música chamada "Terraform", em que junto com o clipe conta a história de homens da Indonésia que sustentam suas famílias em um trabalho perigoso e quase escravo. Esses trabalhadores fazem cerca de duas viagens por dia, subindo e descendo um complexo vulcânico chamado Ijen, para coletar enxofre, respirando assim uma fumaça tóxica e carregando cerca de 95kg nas costas, tudo isso sem nenhum tipo de ferramente propícia, ou equipamentos de proteção. Com essas duas viagens perigosas, eles conseguem menos de 10 dólares por dia.
A união desses músicos com os cinegrafistas Jorik Dozy e Sil van der Woerd proporcionou um projeto que visa ajudar essas famílias. No clipe eles seguem um dia de trabalho de Bas e sua família, além de mostrar outros trabalhadores, uma porcentagem da receita de tal vídeo e música será dado para esses trabalhadores como Bas. Além do projeto continuar no site Ijen Assistance, lá você pode ajudar fazendo doações, acompanhar o projeto e entender um pouco mais. Tudo arrecadado pela entidade ou será distribuído para a escola da região ou para melhorar as tecnologias de trabalho desses homens, assegurando um pouco mais suas rotinas. Todo o trabalho da organização é ordenado por Heinz Von Holzen, fotógrafo que frequentemente está em Ijen levando contribuições, além de todo o voluntariado existente por trás.
É incrível como ainda existam trabalhos dessa forma, tão perigosos e desumanos. Às vezes esquecemos que tais realidade ainda existem, e alguma pessoas nem sequer sabem que elas existem. É importante conhecer outras vidas e se colocar no lugar delas para que o mundo melhore, pela compaixão a humanidade pode caminhar, e espero que esse clipe nos faça caminhar.

sábado, 26 de agosto de 2017

A Amazônia deve temer?

Uma área rica em minérios localizada entre o Amapá e o Pará, de 4,7 milhões de hectares, chamada de Reserva Nacional do Cobre e seus Associados (Renca), onde existem sete unidades de conservação e duas terras indígenas, poderá ser agora desmatada graças a um decreto que acaba com essa reserva mineral aprovado pelo presidente Michel Temer, sem alguma finalidade específica a não ser o apoio à bancada ruralista.
A Renca foi fundada em 1984 pelo presidente João Figueiredo, último presidente militar, que delimitou a área para fins de "pesquisa na exploração mineral, permitindo participação privada por meio de convênio. A área é um pouco maior que o estado do Espírito Santo, e maior que a Suiça, sendo 90% da área para terras indígenas e reservas ambientais, e os outros 10% - cerca de 500 mil hectares, como aponta o Greenpeace - é área coberta pela floresta, área pública que fica disponível para indústrias.
As sete áreas de conservação são: Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque (maior unidade de conservação de florestas tropicais do mundo), Florestas Estaduais do Paru e do Amapá, Reserva Biológica de Maicuru, Estação Ecológica do Jari, Reserva Extrativista Rio Cajari, Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Iratapuru, além das terras indígenas Waiãpi e Rio Paru d'Este. E de todas essas citadas, apenas uma pequena parte da Floresta Estadual do Paru admite exploração de minérios.
Segundo a Folha, já existiam solicitações de empresários para a exploração dessa área desde sua fundação, mas por lei a exploração de minérios em áreas de conservação é proibida. Mas no dia 23 de Agosto, foi dada a liberação para empresas privadas realizarem suas "pesquisas de minérios" na região.
Para se defender, o presidente usou seu Twitter para dizer que a área liberada para pesquisa privada será a área já liberada à mineração, e nenhuma área ambiental será tocada ou reestruturada para tais atividades.

Mas é preciso lembrar que essa medida foi tomada sem nenhum debate com a população local que sera a principal afetada. A mudança ocorreu toda a sociedade que elegeu o presidente, foi avisada depois de que talvez nossa Amazônia sofra com a motosserra e isso afete toda a nossa respiração. Pode parecer distante de você agora qualquer interferência que a Amazônia possa ter na sua vida, mas tenha certeza que ela te faz respirar e é inacreditável como nós não a deixemos viver.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Crianças e Adultos

Após tanto tempo sem postagens, achei que seria um momento bom comentar algo novo. Acredito que me desviei muito dos assuntos os quais tratava aqui no blog conforme o tempo foi passando. Mas apesar de tudo, de todos os caminhos diferentes que fui aprendendo, como a fotografia e o cinema, nunca deixei de retratar em minhas imagens a natureza que tanto me interessa, e nunca deixei de lado a minha preocupação em melhorar o nosso redor, sejam causas sociais ou ambientais. 
Uma vez, em uma pesquisa que eu participava com outros adolescentes da minha faixa etária, a pesquisadora pediu para que destacássemos problemas do mundo que gostaríamos de melhorar, os mais falados foram problemas sociais e econômicos, e poucos tópicos de problemas ambientais. Ela nos disse que ao fazer a mesma pergunta a um grupo de crianças, a resposta foi o inverso, havia apenas um tópico de questões sociais e muitos outros de questões ambientais. E a pergunta foi por que nós, jovens e adultos, nos preocupamos mais com o social e esquecemos do ambiental? (sendo que os dois estão diretamente ligados) Uma garota respondeu que é porque começamos a "entender melhor as coisas", mas eu ainda acho que as crianças entendem algumas coisas muito melhor que a gente, e até hoje me faço a mesma pergunta. Nós esquecemos do ambiental porque somos imediatistas e queremos ver a mudança pra amanhã, não aceitamos tocar em algo que demorará para ver o resultado. (Talvez seja por esse motivo que poucas pessoas cursam astronomia) A natureza não funciona tão rápido, ela não mostrará resultado amanhã e por isso, de acordo com o presidente dos Estados Unidos, qualquer acordo a favor do ambiente irá atrapalhar o crescimento econômico do país, o que fará crescer o desemprego, o que farão as pessoas viverem com mais dificuldade, um problema social que traz ansiedade e mais problemas para o país. Problemas sociais incomodam mais porque podemos vê-los em nossa frente, porque nos atingem diretamente, enquanto os ambientais demorarão para tocar na sua asma por falta de árvores na cidade.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

MOAS - Migrant Offshore Aid Station

A partir de uma iniciativa de um casal e de suas economias, uma organização foi fundada com a finalidade de salvar e ajudar todos aqueles refugiados que tentam fugir de seus países pelo mar e que correm riscos enormes.
Como uma das únicas formas de fuga da guerra, imigrantes enfrentam botes super lotados para cruzar o mar mediterrâneo e chegar em países como Grécia. Existe até mesmo um negócio ilegal e milionário por trás de tais fugas, o que faz um único bote custar até US$ 1 milhão.
A organização iniciou com um único barco de pesca que rondava pelo mar mediterrâneo em busca de refugiados na tentativa de fuga para poder ajudá-los e acolhê-los. Depois de algum tempo, novos patrocínios iniciaram a ajudar a organização que hoje tem dois barcos, drones, e muitos voluntários especializados para poder ajudar. Cerca de 85% das doações que o MOAS recebe, vai direto para a ajuda aos refugiados e entre 2014 e 2015, mais de 11.600 imigrantes já foram salvos pelas obras do MOAS.
Em 2014 Christopher e Regina Catrambone iniciaram a luta na criação da organização e ela disse uma vez em entrevista que o mais importante disso é que qualquer um pode fazer a diferença com apenas uma iniciativa. Veja um pouco do trabalho do MOAS em 2016. Se quiser doar ou apenas conhecer mais sobre a organização, basta acessar o site clicando nesse link: MOAS.


sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Por que não ser como Alex?

Como todos já devem saber o conflito da Síria ainda continua, e infelizmente, imagens tristes se tornaram símbolos dessa guerra que parece não terminar, apenas matar, ferir, e tirar a humanidade das pessoas. Tirar a humanidade pois nós, humanos, não agimos como tais. Por alguma ideologia, preconceito ou crença, matamos e prejudicamos ao próximo tão igual quanto nós. Não se sabe mais pelo o que luta, e não digo apenas na Síria, mas em todo o canto do mundo, onde as lutas por alguma "causa justa" têm se tornado lutas "sem causa" e prejudicial para todos. Parece que temos uma necessidade de iniciar guerras, apenas para reafirmar a burrice dentro de cada homem que não sabe lidar com palavras e resolver conflitos sem o uso da violência.
Fiz uma postagem à 1 ano atrás falando sobre os refugiados e usei uma citação (do físico, Nikola Tesla) que deveria estar em todo o panfleto político que começa a aparecer nessa época de eleição, que é:
A paz só pode vir como consequência natural da educação universal e da mistura de raças, e ainda estamos longe dessa feliz realização, porque poucos, de fato, hão de admitir a realidade - que Deus criou o homem à Sua imagem - e por isso todos os homens da terra são iguais. Há, na verdade, uma só raça, com diversas cores. Cristo é uma única pessoa, mas é de toda gente, então por que algumas pessoas se creem melhores do que as outras? - Nikola Tesla
Ainda espero ansiosamente por esse dia, o dia em que os homens entenderão que não são melhores que os outros, o dia em que conflitos não cessarão, mas serão resolvidos por meio do diálogo e a compreensão, colocar-se no lugar do outro. Mas enquanto não achamos isso possível, eis que surge algo ou alguém para revitalizar nossa esperança. Alex, de 6 anos. 
Torço para que esse garotinho, tenha tocado seu coração, com toda a sua bondade e grandeza. Espero que esse vídeo te faça pensar no próximo antes de afetá-lo. Torço para que um dia, você queira, e finalmente consiga, ser como o Alex.