Páginas

domingo, 6 de janeiro de 2019

Dicas para salvar o planeta em 2019: Reduzir o consumo de carne + utilizar mais o transporte coletivo

Como havia prometido, falarei sobre duas das dicas para salvar o planeta diretamente sua casa em 2019, sem fazer muito esforço. Sem precisar se alistar para o greenpeace ou as forças armadas, simplesmente agir com consciência e empatia por todo o ambiente.

1- Reduzir o consumo de carne
A ONG World Resources Institute (Instituto de Recursos Mundiais) desenvolveu uma séries de orientações para que seja possível uma produção alimentícia futura que não destrua o planeta. Com isso foi apresentado um estudo que demonstrou que o Brasil foi o país que mais consumiu carne nos últimos anos, uma média de 140 calorias diárias por pessoa. E a sugestão do estudo para que consigamos alimentar as 10 bilhões de pessoas que teremos em 2050, é que esse consumo seja reduzido para 52 calorias diárias por pessoa nos próximos anos. Assim seria reduzido o impacto do agronegócio no meio ambiente, menos consumo de água (1 kg de carne consome 100 mil litros de água), menor produção de grãos como a soja, menor emissão de gases do efeito estufa, entre outros fatores. Custa nada fazer esse esforço e colocar mais salada no seu prato, né não?

2- Utilizar mais o transporte coletivo
 Eu sei, parece difícil agora que nosso novo governador aumentou ainda mais o preço da passagem, mas... Estudos feitos pelo Dr. Carlos Dora, especialista em qualidade de vida nas cidades, com a OMS (Organização Mundial de Saúde), revelaram que uma rede de transportes públicos e de ciclovias eficientes cooperam tanto com o ambiente quanto com a saúde da população local. O doutor usou cerca de 300 estudos sobre diversos temas, como mobilidade urbana, saúde, arquitetura e urbanismo, para estabelecer relações entre a necessidade de um bom transporte coletivo tanto para o mundo como para nós, meros humanos. Aqui vão alguns problemas que seriam reduzidos pela implantação de bons transportes públicos.:
  • Acidentes: a construção de corredores de ônibus reduziria o número de acidentes de trânsito, calculados pela OMS: cerca de 1,2 milhão de mortes por ano. Mais ônibus = menos carros = menos acidentes, como proposto pela Organização.
  • Inatividade física e e obesidade: a OMS aponta que cerca de 19 milhões de pessoas morram, por ano, por conta doenças agravadas por inatividade física, como hipertensão e diabetes; sendo cerca de 3,2 milhões pessoas aparentemente saudáveis, mas que não caminhavam, pedalavam e apenas faziam atividades físicas esporadicamente (ou nem isso). E quem anda de transporte público gasta cerca de 350 calorias a mais do que quem faz o mesmo percurso de carro. 350 calorias fazem muita diferença por ano.
  • Poluição do ar: 2 milhões de pessoas morrem por ano por conta da poluição do ar, como apontado pela OMS. 68% dessa poluição vem dos automóveis e em áreas urbanas esse valor é elevado para 90%. E um ônibus com sua capacidade média pode substituir mais de 50 carros. Não é necessário mais explicações, certo?

Acredito que as primeiras duas dicas de como ser uma pessoa melhor para o planeta, tenhaM sido bem sucintamente explicadas. Espero que possa/consiga seguir ao menos uma delas. Logo voltarei com a explicação das próximas!

Fonte: Hypeness e The City Fix Brasil

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Madeireiros invadem terras indígenas

Como apontado pela Funai, madeireiros invadiram a Terra Indígena Arara, no sudoeste do Pará, área que abrange os municípios de Altamira, Brasil Novo, Medicilândia e Uruará, com 274.010 hectares, com os limites homologados em 1991.
Esses madeireiros ocuparam no dia 30 de dezembro para extrair madeira ilegalmente e os moradores da região sentem o medo de haver confronto armado já que existem boatos de que ocorra um protesto na rodovia Transamazônica.

E essa não foi a primeira invasão, em 2017 a Funai, Ibama e a Polícia Federal investigaram denúncias na área de Arara, com apreensão de 150 metros cúbicos de madeira nos municípios da região e embargo de uma serraria, mas os suspeitos abandonaram o local apontado antes dos agentes chegarem, encontrando apenas estacas para demarcação. 

Como já apontado pelo novo governo, a função de demarcação de terras indígenas foi retirada da Funai (Fundação Nacional do Índio), que já atua nisso a 30 anos, e repassada para o Ministério da Agricultura, onde quem o governa é uma líder ruralista. Talvez isso tenha incentivado a ocupação desses madeireiros em locais ilegais e o pensamento de que estarão impunes e com mais chances nesse novo governo. 
Lembrando que nossos povos indígenas já foram consagrados mundialmente pela preservação da Amazônia. Em 2017 duas associações indígenas brasileiras ganharam o Prêmio Equatorial (entre mais de 800 inscrições de 120 países) por estarem entre as 15 melhores iniciativas de solução sustentável. 
As duas associações foram: Ashaninka da aldeia Apiwtxa na fronteira de Acre e Peru:
A Apiwtxa, que na língua indígena Aruak significa união, candidatou-se apresentando os trabalhos de formação de jovens, trocas de conhecimentos, reflorestamento e conservação da Floresta Amazônica, na Yoreka Ãtame, um Centro de Saberes da Floresta, construído pela própria comunidade, bem como sua atuação junto a comunidades indígenas e extrativistas vizinhas, no âmbito do Projeto Alto Juruá, financiado com recursos do Fundo Amazônia. Por meio de suas diversas iniciativas, a Apiwtxa desenvolveu uma estratégia coesa para defender as terras indígenas e melhorar os meios de subsistência da comunidade. - Maria Fernanda Ribeiro, Estadão, 2017.
E a Associação Terra Indígena Xingu (Atix), no Mato Grosso:
Já a Atix foi premiada por ter proporcionado que diversas comunidades produzam, conjunta e anualmente, cerca de duas toneladas de mel orgânico certificado. Fundada em 2004, a entidade conta, há anos, com a parceria do Instituto Socioambiental (ISA) no projeto que envolve cerca de 100 apicultores de 39 aldeias dos povos Kawaiwete, Yudja, Kisêdjê e Ikpeng. - Maria Fernanda Ribeiro, Estadão, 2017.
Além disso um estudo realizado pelo Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) em parceria com a agência alemã GIZ e a Funai, com o apoio da embaixada da Noruega, como reportado no texto do Estadão em setembro de 2017; o conjunto de terras indígenas na Amazônia brasileira cobre 110 milhões de hectares, obtendo 30% do carbono florestal da região e só por serem homologadas, diminui de 20 a 30 vezes a chance dessas áreas serem desmatadas. Portanto temos a comprovação do quanto as tribos indígenas são importantes na preservação de nossa Amazônia além de preservar nossa cultura, nossas origens.


Fonte: Estadão e G1.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Dicas para salvar o planeta (e o Brasil) em 2019

Posso declarar que não sou muito fã de Natal e toda a corrida desesperada pela compra de presentes no final do ano, e também detesto os fogos de artifício que fazem parte dessa época por vários motivos, incluindo o estresse que esses rojões podem causar para animais e crianças especiais. Mas como sempre, o final do ano vem com uma esperança para a população, de começar algo novo, um ano inteiro para novas oportunidades. Ainda mais um ano com uma nova pessoa a frente do país. 
Depois de um ano de eleições complexas (e estranhas), um homem que é detestado por grande parte e amado por outro lado, assume o poder já tomando decisões que talvez não sejam nada favoráveis para o meio ambiente, como a passagem do Serviço Florestal e a demarcação de terras indígenas para o ministério da agricultura (prender as galinhas com a raposa, que talvez não esteja faminta e então se controle para não matar as galinhas). Não sou uma pessoa contra a agricultura (faço agronomia e nem sequer poderia ser assim já que escolhi por esse caminho), mas sou contra muitas práticas antigas da agricultura. Mas ela está avançando e a preocupação com uma produção sustentável vem aumentando a cada ano, só espero que as pessoas que estejam a frente de tudo isso, sejam as avançadas, evoluídas, preocupadas com o bem estar de gerações à frente, e não egoístas que buscam aumentar suas próprias posses. 

Então por essas e outras, para seu 2019, trarei algumas dicas do que pode ser feito por você direto de seu dia a dia, para que salvemos o planeta e o Brasil:

  1. Reduza seu consumo de carne
  2. Utilize mais o transporte coletivo
  3. Faça a feira em hortas urbanas
  4. Seja voluntário em uma horta urbana ou crie uma mini-horta você mesmo 
  5. Tenha um apiário 
  6. Desligue os eletrodomésticos da tomada 
  7. + as "receitas de bolo" que todos nós sabemos e já deveriamos seguir mas talvez não fazemos por preguiça (falarei de algumas)
  8. Plante uma árvore para cada decepção que tiver

New Year 2019 3d Gold Wallpaper BackgroundAos poucos postarei explicando rapidamente sobre cada um desses ítens que te tornarão um herói sem nem precisar abandonar sua série na Netflix pela metade. Não é difícil ser melhor para o mundo, prezar pela vida de seus filhos, netos, e até mesmo a sua própria. Não mate os insetos que entrarem na sua casa, só os jogue pra fora e continue a vida. 2019 tá aí, com 365 (363 pelo dia da postagem) novas chances para ser melhor com os outros e com o mundo.


quarta-feira, 20 de junho de 2018

TAMAR e 35 milhões

Esse ano o projeto TAMAR comemora as 35 milhões de tartarugas salvas e devolvidas ao mar desde sua criação em 1980. Atualmente, por ano, o projeto devolve cerca de 2 milhões de filhotes, além de 5 mil adultos e juvenis resgatados em risco, tratados e devolvidos ao mar.
As principais ameças para essas tartarugas hoje nem tanto é a pesca predatória, mas sim a poluição (com as milhares de embalagens plásticas em nossos mares), pesca incidental e mudanças climáticas.
O projeto atua em diversas vertentes, pesquisa, proteção à locais de desova, vigia em locais de alimentação dessas tartarugas para atuação com pescadores que por incidente capturaram aquele animal, além de educação ambiental à comunidade tanto para crianças e adolescentes como a Escolinha do TAMAR  ou Tamarzinhos ou então para adultos no geral, com sensibilização ambiental Nossa Praia É a VidaNem Tudo que Cai na Rede É Peixe.
A presença do trabalho de preservação do Tamar em todo o Brasil e extensa e pode ser vista por esse mapa:
Mas os centros de visitação para o público se restringe à Ubatuba/SP, Florianópolis/SC, Vitória/ES, Regência/ES, Arembepe/BA, Praia do Forte/BA, Fernando de Noronha/PE e Oceanário de Aracaju/SE.

Fonte: Tamar

domingo, 22 de abril de 2018

Hoje é o Dia da Terra

O Dia da Terra foi criado em 1970 pelo senador norte-americano Gaylord Nelson - ativista ambiental que faleceu em 2005 - e tem por finalidade criar uma consciência sobre os problemas ecológicos hoje enfrentados e atentar para a preocupação com a biodiversidade e como podemos, mesmo com qualquer pequena ação, ajudar na conservação do planeta.
Gaylord Nelson iniciou uma manifestação no dia 22 de abril de 1970 pedindo pela criação de uma agenda ambiental, contou com a participação de escolas, universidades e centenas de pessoas da comunidade. Sua pressão gerou resultados e o governo dos Estados Unidos criou a Agência de Proteção Ambiental juntamente com uma série de leis e desde então, a partir de um movimento universitário, o Dia da Terra se tornou tradição e todos os anos lutamos para que ele seja relembrado.
Esse ano o Google em seu Doodle chamou a atenção para o Dia da Terra com Jane Goodall, hoje mensageira da paz pelas nações unidas com 84 anos reconhecida por seu trabalho com os chimpanzés. Jane estudou a vida social e familiar dos chimpanzés em Gombe na Tanzânia por 40 anos e os estudos de uma jovem, sem formação de pesquisadora, contribuíram para o avanço da primatologia.
Hoje com 84 anos, após tantos prêmios - Prêmio Kyoto 1990, Medalha Benjamin Franklin 2003, Prêmio Internacional Catalunha 2015 - e tantos filmes contando sua trajetória, Jane nos traz um vídeo em que reforça a importância de cada ser vivente na Terra e defende que nenhuma vida é melhor que a outra e todas têm a sua função sobre o meio ambiente e você pode escolher qual será a sua.