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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Por que não ser como Alex?

Como todos já devem saber o conflito da Síria ainda continua, e infelizmente, imagens tristes se tornaram símbolos dessa guerra que parece não terminar, apenas matar, ferir, e tirar a humanidade das pessoas. Tirar a humanidade pois nós, humanos, não agimos como tais. Por alguma ideologia, preconceito ou crença, matamos e prejudicamos ao próximo tão igual quanto nós. Não se sabe mais pelo o que luta, e não digo apenas na Síria, mas em todo o canto do mundo, onde as lutas por alguma "causa justa" têm se tornado lutas "sem causa" e prejudicial para todos. Parece que temos uma necessidade de iniciar guerras, apenas para reafirmar a burrice dentro de cada homem que não sabe lidar com palavras e resolver conflitos sem o uso da violência.
Fiz uma postagem à 1 ano atrás falando sobre os refugiados e usei uma citação (do físico, Nikola Tesla) que deveria estar em todo o panfleto político que começa a aparecer nessa época de eleição, que é:
A paz só pode vir como consequência natural da educação universal e da mistura de raças, e ainda estamos longe dessa feliz realização, porque poucos, de fato, hão de admitir a realidade - que Deus criou o homem à Sua imagem - e por isso todos os homens da terra são iguais. Há, na verdade, uma só raça, com diversas cores. Cristo é uma única pessoa, mas é de toda gente, então por que algumas pessoas se creem melhores do que as outras? - Nikola Tesla
Ainda espero ansiosamente por esse dia, o dia em que os homens entenderão que não são melhores que os outros, o dia em que conflitos não cessarão, mas serão resolvidos por meio do diálogo e a compreensão, colocar-se no lugar do outro. Mas enquanto não achamos isso possível, eis que surge algo ou alguém para revitalizar nossa esperança. Alex, de 6 anos. 
Torço para que esse garotinho, tenha tocado seu coração, com toda a sua bondade e grandeza. Espero que esse vídeo te faça pensar no próximo antes de afetá-lo. Torço para que um dia, você queira, e finalmente consiga, ser como o Alex.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Realidade preta e branca

Você hoje acordou com o pé esquerdo, bateu o dedinho na quina da cama e já sentiu que tudo daria errado. Esteve de mau humor, fechou a cara, decidiu não sorrir para ninguém, claro, você não é obrigado a estar bem todos os dias. Você não pôde almoçar no McDonalds hoje porque a fila estava gigante e você já estava atrasado, reclamou da atendente que era lenta, dos carros que faziam o trânsito, do metrô cheio, dos clientes, do governo atual, do panfleto que te entregaram na rua, do cachorro que latiu, do celular que tocou na hora errada e até mesmo da borboleta desatenta que voava na sua direção, como se ela tivesse culpa do seu mau humor diário. Andou olhando para o chão, não levantou o olhar para o céu em nenhum momento do teu dia. Preocupou-se em olhar mais para a tela do seu celular do que para as pessoas ao seu redor, para o mundo que o cerca. Você perdeu horas no Facebook tentando ver como a vida dos outros é mais interessante que a sua. Você se inutilizou sendo triste, deixando os outros tristes, sendo egoísta. Já disse uma vez Renato Russo: "Nos perderemos entre monstros da nossa própria criação, serão noites inteiras, talvez por medo da escuridão, ficaremos acordados, imaginando alguma solução, pra que esse nosso egoísmo não destrua nosso coração". Espero que ele ainda não tenha destruído o seu.

Eu nunca havia fotografado em preto e branco, mas inspirada por Sebastião Salgado, o renomado fotojornalista, decidi tentar. As fotos não estavam saindo como eu queria, me irritei logo de cara por não estar me achando naquele mar sem cores, mas então, lembrei de uma frase de Robert Capa, dizendo que o que faz a foto às vezes nem é sua "perfeição" na resolução ou no foco ou no enquadramento, mas o que faz a foto, antes de tudo, é momento. E por um momento, me deparei com essa cena do meu lado. Primeiro, tive vergonha de levantar a câmera e apontar pra ela, mas eu sabia que precisava fotografá-la, sabia que precisava dizer que ela não é a única. Existem milhares de "pessoas invisíveis" como ela, que ficam sentadas nas calçadas carregando suas histórias que são ignoradas por nós. É fácil generalizar, dizer que "não trabalha porque não quer", "ta na rua porque bebe", mas é difícil saber a história de cada um. Você não sabe o porquê daquela pessoa estar ali, você não tem nada que te faça melhor que ela, você não é melhor que ela, e por que age como se fosse?

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Fotografia: Favoritos de Agosto

Como eu tinha dito que faria (e não fiz no mês passado e estou fazendo atrasada agora) aqui estão mais algumas fotografias favoritas do Flickr que eu vi durante o mês de agosto. Se quiser visitar o meu, é só clicar aqui.

amyyusella32  - Nikon D3200 55-200mm
Mauch Chunk Lake Sunrise
130.7mm. f/5.6. 1/500. ISO 125

david - Samsung WB150 -
high flying birds
4mm. f/4.5. 1/1000. ISO 80

Tobi Gaulke - Leica MP 35mm
classico
35mm. ISO 200

Warren - Canon EOS 6D 16-35mm
Hobart
35mm. f/8. 1/25. ISO 400

Nancy Charlton - Canon EOS 7D 100-400mm
Droit au coeur..
400mm. f/8. 1/1000. ISO 250

PawelG82 - Pentax K10D 18-55mm
Warsaw uprising Remembrance Day
55mm. f/5.6. 1/200. ISO 100