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quarta-feira, 1 de maio de 2019

Ministério do Meio Ambiente vs. mapas das áreas de conservação


No site do Ministério do Meio Ambiente havia um instrumento chamado "Áreas e Ações prioritárias" que mostrava mapas das áreas de conservação do país, indicando locais com ecossistema em extinção ou com espécies endêmicas, como a Mata Atlântica.
Amazônia era um dos biomas brasileiros representado nos mapas de áreas prioritárias — Foto: Divulgação
Mas, se você tentou clicar nesse link para acessá-lo e não conseguiu, calma que não é a sua internet que está ruim, esses mapas foram totalmente retirados da página do Ministério no dia 26 de Abril, com a justificativa de que precisam de novos ajustes pois haviam "sombreamento entre biomas" e portanto retiraram do ar para "evitar a disseminação de informação equivocada". Além disso, foi verificado que postagens a respeito dessas áreas também foram excluídas. Mas, de acordo com nota, após a correção dos mapas eles serão republicados. Só que essa sobreposição de biomas já era conhecida existindo até um mapa que demonstra propriamente as áreas sombreadas.´

Esse projeto dos mapas são um instrumento público criado em 2004 que envolve unidades de conservação, fiscalização e regularização ambiental, e atividades potencialmente poluidoras. O ICMbio e o Ibama usam o programa para suas fiscalizações, já que são uma importante ferramenta para orientar a tomada de decisões em ações de proteção, conservação e restauração.

No entanto, o deputado Rodrigo Agostinho do PSB de São Paulo nos fez lembrar que essa ação tomada pelo ministério foi algo muito parecido com o que levou a Ricardo Salles sofrer o processo quando era secretário do Meio Ambiente de São Paulo por irregularidades na elaboração de planos de manejo para a área de proteção ambiental várzea do Tietê.
Para Alexandre Bahia Gontijo é importante que sejam comparados mapas anteriores com os que serão novamente postados e acrescentou: “O cuidado com essas regiões é importante e caro até para organismos internacionais, como a Organização das Nações Unidas. Eu não sei o que o ministro quer ao retirar essas informações da rede. Mas, se as informações não são mais públicas, isso é um problema”.
Mas, para um ministro do Meio Ambiente que diz publicamente que Chico Mendes - o maior ambientalista do Brasil - é irrelevante para nosso país, acredito que não podemos criar muitas expectativas, certo?


Fonte: Correio Braziliense e G1